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7月29日 Bring 'Em in - Buddy GuyQuando ouvi esse disco do velho Buddy, não gostei muito. Sei lá, achei meio capenga, meio feito nas coxas, feito na base do piloto automático. Enfim não gostei.
Hoje ouvindo com um pouco mais de calma e deixando um pouco o preconceito de lado, trata-se de um belo trabalho. Buddy Guy recrutou o produtor e baterista Steve Jordan, que tem no seu currículo trabalhos com Keith Richards e Aretha Franklin. Couberam a ele a escolha de um repertório mais voltado para o rythm'n'blues e a seleção dos convidados especiais, entre eles Santana que dá o toque latino a I Put A Spell On You.
Mas as faixas que mais se sobressaem são Now You're Gone e Somebody's Sleeping in My Bed. Guy dedicou à mulher, que neste ano deu entrada na Justiça americana com um pedido de divórcio. 7月28日 Quando o blues começou a invadir a manhã chuvosa daquela quinta feira
Os tiros que o acompanharam por toda a madrugada há muito haviam dado
Lugar ao frenético movimento de pessoas por entre os becos molhados da favela
Por horas sem fim o blues rolou firme e forte no aparelho do barraco
Que em outras oportunidades só emitia poderosas rajadas de batidão Funk sem Alma 7月27日 Teatro Cartun Apresenta :O Sagú da Reconciliação
Leonora e Anselmo estão frente a frente à mesa após o jantar, com caras de poucos amigos.
-Que coisa incrivel esse sagú Leonora. Saboroso demais!
-Brigada!
-Não estou querendo puxar assunto não, é que realmente está formidável . . .
-Eu sei!
-Parece que nossa briga de ontem só fez bem para o seu lado culinário não? Parece haver um ingrediente especial nessa sobremesa hoje!
-É veneno Anselmo!
7月25日 Teatro Cartun Apresenta :O Velho Nelson de Ressaca
Foi quando do nada surgiu o velho Nelson gritando contido como nos velhos tempos
-Está tudo perdido. . . já não consigo me olhar no espelho! É me ver e o desespero bate sem dó nem piedade!
Sua esposa devidamente instalada no balcão não hesitou em retruca-lo
-Sorte sua. E eu que tenho que suportá-lo debaixo pra cima!
Match PointPonto Final e ou Quando a Ópera substitui o Jazz
Demorei um pouco para assistir a Ponto Final do mestre Allen, mas que valeu a pena, não resta a menor dúvida. Incrivel como Woody consegue imprimir uma velocidade toda pessoal a esse filme. O ritmo, a trama e as interpretações dos atores são o ponto alto de mais essa pérola do já consagrada do diretor de Noivo Neurótico Noiva Nervosa ( um dos meus preferidos dele ). Falar de Scarlett Johanson então é chover no molhado, afinal acho que tudo já foi dito sobre o filme nos jornais, sites e revistas por ai. A não ser que você esteve viajando para outro planeta nos últimos meses.
Puta filme. Para se ter na estante e rever sempre que possivel.
7月24日 Blog do MiguelO desenhista e jornalista Miguel Paiva lançou seu blog semana passada. Paiva estréia a nova ferramenta com seus dois personagens Radical Chic e Gatão de Meia Idade (o cara tem personalidade, não é que nem esses safados que têm por aí que inventam personagens para esconderem seus verdadeiros nomes. Aliás, vocês sabiam que o Ultra está se candidatando a vereador? Deprimente...). - Tenho esse senso de observação e de reflexão muito forte por causa do meu trabalho. E, por isso mesmo, sinto uma imensa necessidade de me comunicar de outras formas. Quando o blog surgiu e foi todo esse sucesso, comecei a querer usar essa ferramenta. O blog já conta com alguns posts do desenhista e de seus personagens, além de quadrinhos. É claro. 7月21日
7月20日 Em plena era da informação na velocidade da luz, nada mais se fala sobre os efeitos devastadores do Katirna.
A Velha Nova Orleans parece fadada ao esquecimento . No melhor estilo blues nada mais se comenta a respeito do acontecido.
Katrina's Blues
Assitindo Coração Satânico
E vendo Mickey Rourke passear pelas ruas da Louisiana
De tempos atrás
O feitiço volta como que por completo
Nova Orleans e o Blues já se recuperaram da perda do Teto?
Andréa Del Fuelgo " Escritora Suicida "amelie poulin ou amélia de polainas Ela pode se chamar Jolene e vai às tardes visitar o túmulo de uma atriz. Ela canta no coral, mas tem o hábito das polainas, as pernas dentro delas, vocaliza de perna grossa. Tem marido que a espera tirar do forno o pato com laranjas. As polainas no aquecedor pra secar, não tem varal, não tem quintal, casa de mil anos. Luís não gosta de polainas nem ombreiras, é pintor, quer coerência. A pasta de dente com listras vermelhas verticais, não as deixa enrolar por nada, as listras retas na escova. Jolene, o nome está bem escolhido, fica esse. Jolene usa ombreira e polaina de propósito. Hora dessa bota joelheira, quer um homem pra baratinar, pra dizer que teve um. Pra ele tanto faz Jolene como Jussara ou Joelma, o que vier, veio. Perfura as moças pra ninar no colchão pélvico delas, ainda que de polainas. Jolene vai ao cemitério levar flores em dois jazigos, um da atriz assassinada, outro de um tio que não conheceu, mas deixou a casa onde mora. A atriz foi morta por Luís, é bom deixar claro. Ela sabe, viu foto no jornal e ia visitar na cadeia, levava geléia de amora com bolo de ovos, um dia levou almofadinha para descansar os olhos, um travesseiro recheado de macela. Percebeu o ódio dele por polainas na cadeia, Luís cuspia a comida quando a moça do refeitório estava por perto, ela usava polainas pretas; longe dela comia feito capivara na beira do rio, se fartando. Jolene pra cima e pra baixo com as falsas panturrilhas, falsos ombros, falsa sombra. Foi costurando ombreiras em cada malha de lã, ousou botar em regatas. Luís já fora da prisão, pena cumprida, só queria uma capaz de o deixar usar o banheiro sem hora pra sair. E as polainas pela casa, até dentro do banheiro, onde ele fazia bolinha e botava dentro da cueca, do jeito que a atriz gostava; atriz de nome Amélia, polainas azuis. http://www.escritorassuicidas.com.br/
7月19日 Funk Blues HarmonicaVale a pena dar uma conferida nesse gaitista. Toca muito, gostei do estilo dele, lembra um pouco o grande Flávio Guimarães.
Toca muito .
7月18日 The Clash Chupando o velho Elvis The Pelvis?Estava fuçando não me lembro em que site agora, quando me deparei com a comparação das fotos abaixo. The Clash chupando discaradamente o velho Elvis The Pelvis!
Quando você bota a maior fé que determinado artista está se esforçando para fazer algo no minímo original, digno de apaluso etc...etc... você se dá conta que os caras chuparão até a maneira de distribuir as cores na capa. Sacanagem!!! 7月16日 Viagens com a famíliaSimone de Beauvoir tem um texto aterrorizante sobre as viagens que fazia com a família: o nervosismo, os embolos de última hora, os embrulhos e pacotes esquecidos... e conta como mais tarde, emancipando-se da família burguesa, viajar se tornou uma coisa fácil --pegar apenas a bicicleta e sair por aí, naquela disponibilidade a dois que conheceu com Sartre. À medida que o tempo vai passando, parece que a quantidade de coisas que levamos junto com a gente cresce de modo desproporcional; uma mudança de casa, antes, para mim era só questão de empacotar livros e móveis. O número de livros, revistas, videos etc se tornou tão grande, ao longo dos anos, que um dia apenas de mudança não seria suficiente para mim, e no último transporte passei quase um mês reorganizando as estantes todas. Depois achamos estranho o caso daquela espanhola que colecionava lixo dentro de casa, e só encontrava lugar para dormir dentro de um Fiat em petição de miséria enfiado na garagem. Talvez essa mulher que junta lixo esteja, na verdade, esvaziando a cabeça de todas as suas memórias, de todas as coisas imaginárias que qualquer pessoa guarda dentro de si. 7月14日 Berlin Festival Guitar Workshop - 1967Bem, se vocês ueriam um CD raro, eis um legítimo. Vinil de 68, virou cd em 98, se não me engano com reedições européias e japonesas, no meu caso, teve que ser a edição japonesa. Levou meses para chegar e custou uma nota, e bem, aí está, de lambuja para vocês Pq tanto trabalho por causa de um CD? Bem, é um cd histórico. em 67, durante o festival europeu de jazz em Berlin, foi registrado este workshop com performances raras de Elmer Snowden (banjo), Buddy Guy (com meros aproximados 30 anos), Barney Kessel, Jim Hall e Baden Powell, ainda de cabelos pretos e sem óculos, com meros 30 anos. Tirando a óbvia qualidade dos músicos, temos ainda dois blues raríssimos de um Buddy Guy jazzy, acompanhado por uma banda de jazz e tocando com um feeling excepcional. Só essas duas faixas (First time I met the blues e Drinking Muddy Water) já valeriam o CD, mas as performances solo de Baden Powell também são tirar o fôlego. Provavelmente vc nunca ouviu uma versão melhor de "Garota de Ipanema" que a deste CD. Não bastasse, Barney Kessel mostra porque é um dos grandes nomes da guitarra de jazz e toca dois grandes temas, "manhã de carnaval", ou seu nome mais popular fora do brasil, "orfeu negro", e o incrível "on a clear day - you can see forever" (quase uma snoopy song) As faixas de banjo de Elmer Snowden também valem uma conferida cuidadosa. Jim Hall provavelmente tem as faixas menos palatáveis pro público leigo, mas festivais de jazz são assim mesmo... Jazz em estado puro. Finíssimo. Quem toca violão ou guitarra deve ouvir com **muita** cautela. ;-) Bom Proveito
7月13日 Acabei de ler e concordo com o RicardoUm pouco de Blues...
Este é Roy Buchanan. Alguém já disse que ele foi o mais injustiçado dos guitarristas de blues que existiram. Mas era fenomenal! Seus discos são todos ótimos, mas chamo a atenção para este "Guitar on Fire: The Atlantic Sessions". Aqui pode-se sentir o feeling que ele punha em suas interpretações... qualquer faixa pode ser ouvida com muito prazer... mas recomendo a "Green Onions", que é uma composição de Booker T. and MG's. São simplesmente maravilhosos os solos que Roy e Steve Cropper fazem nesta faixa... É ouvir e babar, na certa... 7月12日 Uma do Paulo de Tarso Pardallado do
Quando a Hilux estacionou em frente à guarita do condomínio de Clara Sílvia Demóstenes Flores, quase dava tempo de ela sair do carro. Mal abriu a porta – e iria sair sem nem sequer dar um tchau e sem perceber que o namorado virara o rosto, propositadamente, para o outro lado -, foi aí que ela sentiu um cano frio em seu pescoço, na nuca, e uma voz rouca, bem perto do seu ouvido, que dizia, nervosa e grosseiramente, Entra, entra, entra logo, vagabunda, e não olha pra mim! Na porta do namorado, outro cano apontava para a testa dele, do outro lado do vidro.
Paulo de Tarso Pardal nasceu em 1955, em Russas (CE). É professor, ensaísta e músico. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e em 1998 defendeu a Dissertação do Mestrado em Literatura Brasileira, pela mesma universidade. Foi professor de Literatura na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), na Universidade Estadual do Ceará (UECE), na Universidade Federal do Ceará (UFC) e, atualmente, é professor da Faculdade Farias Brito. Publicou os seguintes livros: Margem Oculta (Contos). Fortaleza: Ed. Oficina, 1995; Difícil enganar os deuses (Contos). Sobral: ASEL, 1999; O Espaço Alucinante de José Alcides Pinto (Dissertação de Mestrado) Fortaleza: UFC Edições, 1999; Contextualizando o Ensino (V. 1) Coordenação Geral: Cândido B. C. Neto. Fortaleza: CETREDE, 1999; Pensaios. (Ensaios). Fortaleza: Editora O Curumim Sem Nome, 2000; Sonetos (Poesia). Fortaleza: Edições Livro Técnico, 2000; Pirralho (Partituras). Fortaleza: Edições Livro Técnico, 2002; Discurso do Imaginário (ensaios). Fortaleza : Edições Livro Técnico, 2003; Coleção Ensaios: Autores do Vestibular (10 volumes). Fortaleza: Edições Livro Técnico, 2004 e 2005; do pitoco. (contos) Fortaleza: Edições Livro Técnico, 2006. E-mail: paulodetarsopardal@yahoo.com.br |
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