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6月30日 CADÊ O THE 2120 SESSIONS BLUES?
A Vinte e Quatro de Maio estava completamente vazia naquele início tenebroso de inverno. Faltavam menos de quinze minutos para as seis da manhã quando resolvi que era hora de ir para casa. Mesmo estando completamente anestesiado devido a uma longa peregrinação pelos confins da cidade noite adentro, meu estômago roncava de fome, e aos poucos começava a sentir na minha já baleada carcaça, os primeiros impactos do vento frio daquela até então sonolenta manhã de domingo. Passando em frente à Paraíso do Vinil, loja da qual eu era freqüentador das antigas. Não pude deixar de notar a rapidez com que a reluzente careca do velho Durval, seu proprietário, estava zanzando de um lado para o outro da pequena loja. Era óbvio que algo estava errado. Durval que mesmo a contra gosto fora apelidado pelos freqüentadores como a reencarnação do Fidel Castro, devido a sua proeminente barba que por poucos centímetros não se igualava ao original, estava visivelmente fora de si, e feito louco remexia em pilhas e mais pilhas de vinil, e de tão concentrado que estava em meio a um emaranhado sem fim de raridades, só se deu conta da minha presença totalmente estática encostada ao lado da porta de entrada quando abri a boca. -Você sabia Durval, que o Fidel Castro completa 80 anos agora em Agosto! -Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece! -Caiu da cama Durval? Que milagre é esse, de pé em pleno domingão, as seis da matina? -A merda do alarme soou feito um condenado me tirando da cama, você acredita nisso? Era visível o nervosismo estampado na cara do coitado. Com seu perfil de tartaruga e os pequenos olhos semicerrados, o velho amigo transbordava raiva, ele que vinte e quatro horas por dia exalava sarcasmo e ironia estava fora de si destilando a esmo um punhado de grosserias em forma de frases. -Vai ficar parado ai feito uma múmia, não vai me ajudar não? Juro que se estivesse na minha mais perfeita forma, devolveria essa pergunta com uma resposta mais sarcástica ainda, e com certeza o circo estaria armado. Mas eu ainda me sentia muito confortável e totalmente relaxado graças às ótimas lembranças ainda muito vivas das Japonesas lutadoras Grego Romanas no gel em trajes minúsculos, que tive como companhia durante a noite pelo Bairro da Liberdade. -Tem jeito de saber o que você está procurando desesperado desse jeito? -O fumo, o prejuízo, a perda, se é que você me entende! -Bicho, tua loja está virada ao avesso, nunca vi tanta bagunça? Que significa isso? -Tô querendo saber o que me roubaram! Até agora não consegui saber o tamanho do prejuízo que me deixaram fora à porta arrombada e um Vinil do André Cristovam que estava sob o balcão e que até agora não achei! -Você está verificando todos os discos um a um é isso? -Desde as três da manhã, e o pior é que não dei falta de nada. Não é possível que entraram na minha loja e não levaram nada, estranho! -Fica frio Durval! -Fica frio, porque a loja não é tua.Minha vida está aqui. Tudo que eu tenho, o que de mais importante existe nessa minha vida de nada está aqui nesse cubículo. Sou acordado no meio da noite dou com a porta arrombada e não consigo dar falta de nada, e você vem me pedir pra ficar frio! -Nessa época de Cérebros de Laboratório em que vivemos, em meio a Ipods, Mp3, Cds Piratas, PodCasts, Rádios On Line , se bobear a dupla de gatunos amadores que invadiu sua loja ao cair na real deixou até alguns trocados pra te ajudar. Ao sentir o impacto da minha resposta grosseira na pele, Durval que até então estava completamente concentrado pelo chão junto aos discos, levantou-se abruptamente e com os punhos serrados resolveu descarregar toda sua raiva em mim. -Você não devia ter falado desse jeito seu . . . Ainda inspirado pelas Japonesas lutadoras do gel, consegui desviar do primeiro, do segundo, e do terceiro soco desferido por ele. Ao perceber que a raiva do velho Durval era maior que sua razão acelerei o passo em direção ao meio da loja. Patinando feito um ganso manco em cima das raridades espalhadas pelo chão, fui desviando dos golpes cada vez mais violentos do descontrolado clone de Fidel, que se dependesse das suas habilidades de lutador de boxe para ganhar a vida, estaria morrendo de fome. Pisando sem dó em cima dos Secos e Molhados, Mutantes, Almir Sater e Cia Ltda, fui escorregando até chegar ao banheiro. Fechei a porta, lembrando dos meus ternos tempos de infância quando ao fazer alguma coisa de errado, me trancava no banheiro para evitar uma surra de meu velho. Só deu tempo de passar a chave no trinco e ouvir o estrondo de um murro choco acompanhando de um murmúrio desafinado. -Bosta, acho que quebrei minha mão. Sentei no vaso e comecei a rir daquela situação estúpida. A sombra dele debaixo da porta indo de um lado para o outro sem parar, mais parecia o reflexo de um pastor alemão esfomeado. -Vai ficar trancado no meu banheiro o dia todo? Abre essa porta e lute como um homem? Rindo mais que a Hebe Camargo, me levantei do vaso e ao colocar as mãos na maçaneta para abrir a porta e encarar o perigo de frente dei de cara com a capa do Vinil do André Cristovam pregado na porta. -O Durval, o vinil do André que sumiu do teu balcão é o The 2120 Sessions, um quase todo vermelho? -Chega de brincadeira. Dá o fora do meu banheiro? -Eu estou falando sério. É o da capa vermelha que o André gravou nos Estados Unidos, com o vocal do Andrew Odom? -É esse mesmo. Sou o único no país que tem esse Cd, em versão Vinil autografado poucos dias antes do Gringo morrer! -Deve valer uma fortuna né não? -Já me ofereceram mais de R$10.000,00 , porque? -Ele está pregado aqui na porta do teu banheiro! -Que? -Ele está aqui, quer dizer a capa dele está aqui! -Sério mesmo? -Só que tem um detalhe. -Qual? -Tem um bilhete colado nele! -Lê essa merda logo! -“Se quiser reaver seu o disco e salvar nossa relação vá até minha casa. Assinado Rachel.” Abri a porta, entreguei a capa do vinil para um mais calmo Durval que balançava a cabeça de um lado pro outro , com um par de olhos completamente esbugalhados e boquiaberto. -Ela entrou na minha loja só pra demonstrar do que é capaz. -Mulher é um bicho muito louco! -Tô ferrado! -Faz tempo que você brigaram? -Há uma semana mais ou menos. Achei que já estava tudo encerrado, cada um pro seu lado. Agora ela vem com essa! -Até sei o que ela vai dizer. . . Os dois juntos. -CINCO ANOS NÃO SÃO CINCO DIAS! -É meu velho, não tem escapatória, você vai ter que dialogar com o inimigo! -E o que é pior. No terreno dele! Que situação mais idiota! -É meu amigão. Essa atitude dela, só faz reafirmar aquela velha teoria. -Qual? -Toda vez que fazemos uma coisa realmente idiota somos movidos pelos motivos mais nobres! -Que é isso, virou psicólogo agora? -Veste logo uma roupa decente e me paga um café que você ganha mais! 6月29日 Uma Do Buk" . . . verifiquei minhas mãos, procurando ver se havia algum corte. As mãos de Cristo eram muito bonitas. Olhei as minhas. Não tinha nenhum arranhão. Nem um só talho. Nem sequer cicatriz. Senti as lágrimas escorrendo no rosto, arrastando-se feito coisas insensatas e pesadas, sem pernas. Estava louco. Devia estar realmente louco.
Bukowski 6月27日 O Último CigarroPra quem gosta de uma boa fotografia em preto e branco, uma história a lá foto-novela das antigas acompanhada de uma trilha sonora privilegiada não pode deixar de conhecer o trabalho desses Curitibanos.
Vale muito a pena
O Último Cigarro é uma foto-novela muito legal, vale a pena conferir:
6月26日 Uma do Chacalmeio fio
tem um fio de queijo entre eu e o mixto quente recem mordido
tem um fio de goma entre o chiclete e eu recem mascado
tem um fio de vida entre eu e teu corpo recem amado
tem um fio de carne entre teu corpo e teu filho recem nascido
tem um fio de saudade entre eu e você recem passado
tem um fio de sangue entre a razão e eu recem partido
tem um fio de luz entre eu e mim recem chegado
chacal / américa / 1975 6月24日 GênioJack “Jaxon” Jackson faleceu no último dia 8 de junho, aos 65 anos. O artista norte-americano foi um dos fundadores da Rip Off Press, editora que fomentou a febre dos quadrinhos underground no final dos anos 60 nos EUA. Foi a Rip Off que publicou muitos trabalhos de Robert Crumb e Gilbert Shelton (Freak Brothers) e adotou a importante antologia Zap Comix, iniciada por Crumb. Jackson começou sua carreira como cartunista no seu estado natal, o Texas. Sua revista God Nose, que ele mesmo publicou em 1964, é considerada por alguns historiadores o primeiro quadrinho underground. 6月23日 DVD/CD - Ao Vivo - 35 Anos De Celso Blues BoyO Grande Celso Blues Boy que está completando 35 anos de estrada, vai comemorar gravando um Cd / Dvd ao vivo no Rio De Janeiro.
O grande Mago da Fender Brazuca merece isso e muito mais. 6月22日 Para quem quer ver o traseiro do MickMick Jagger mostra a bunda para a câmera
Cenas não utilizadas do documentario 'Cocksucker Blues', que acompanhou a turnê americana dos Rolling Stones em 1972, estão sendo leiloadas na internet, no site itsonlyrocknroll.com.
Incluem Mick Jagger mostrando a bunda para a câmera. Estão a venda 2 rolos de 8 mm - a oferta inicial é de US$ 30 mil por ambos. 6月21日 É por essas e outras que cada vez mais admiro o velho JaguarHoje, às 15:00 horas, o cartunista Jaguar vai devolver a medalha Pedro Ernesto, que ganhou há quatro anos. É um protesto contra a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, que fez a mesma homenagem a Roberto Jefferson:
-Eu não posso ter a mesma medalha que ele. Não pega nada bem. 6月19日 Mirian Coxas Finas Blues
Estava completamente distraído com os olhos pregados nos instantes finais do último copo de cerveja da noite quando ela surgiu do nada e sentou do meu lado no balcão imundo do bar do Sacha. -Você pode dividir essa solidão comigo, ou já tem dona? Eu que nunca acreditei em anjos, fui pego de surpresa. As palavras me fugiram à boca, o raciocínio ficou mais lento que um melódico Blues. A única reação instintiva que me sobrou foi medi-la de cima em baixo.
-Faz pelo menos uns cinco minutos que você está vidrado nesse copo, seja lá o que for que esteja pensando, deve ser algo muito importante não?
Definitivamente não estou mais na idade pra esse tipo de conversa fiada. Apesar da ruiva ser um espetáculo em carne e osso, com todos os ingredientes nas suas devidas proporções, eu não tenho mais saco pra esse tipo de apresentação formal. Levantei do balcão, deixei os trocados da conta ao lado do copo vazio e encarando o anjo ruivo de lábios grossos e coxas finas que permanecia perplexa e imóvel, sai em direção à rua. O tempo quente e a véspera de feriado fazia com que as ruas estivessem lotadas naquele fim de noite. Virei duas quadras em direção ao ponto de ônibus e a meia dúzia de cervejas que até então haviam feito companhia deram o ar de sua graça, fazendo com que eu procura-se um muro escuro e alivia-se a bexiga. Ao fechar o zíper e me sentir um homem plenamente realizado, fui surpreendido com a voz de veludo do anjo ruivo vindo do escuro em alta velocidade.
-Te assustei no balcão é isso? -Olha garota. Sinceramente, eu não sei o que você quer mas... -Sabe sim, não se faça de desentendido!
Quando ela se aproximou é que pude notar que a até então inocente ruiva possuía um belo par de olhos mais venenosos que o da Natasha Kinski, juntamente de um hálito de menta e de um toque sutil de mãos suaves. Não resisti. Apertei a tecla foda-se com força e mergulhei de cabeça naquele mar de tesão que se materializava em minha frente.Colamos um no outro de tal maneira que era impossível medir as conseqüências. Os sentidos estavam tão a flor da pele que o mergulho daquele beijo atravessou fronteiras e aguçou rapidamente a pele, o tato a sensibilidade. As mãos deslizavam por ambos numa velocidade tal que se ela não tivesse tomado a iniciativa de parar bruscamente aquele hipnotismo sexual, consumaríamos o ato ali mesmo rente ao muro.
-Aqui não, vamos para o meu carro!
E me arrastou para dentro de um Pálio Preto, que estava estacionado a menos de uma quadra dali. Como se tudo o que houvera até então não fosse o suficiente ela ligou o rádio e Muddy Waters saltou dos falantes mais perfeito do que nunca.
-Não acredito que você curta um bom blues garota? -Pra falar a verdade não. Mas sei que você gosta e muito! -Você lê pensamentos? -Não bobinho. Observo-te a um tempão. Sei exatamente o que você gosta e o que detesta! E abriu um enorme sorriso safado e acompanhando o velho Muddy, balbucionou em meu ouvido .
-I’am Man!
E retornou ao combate, dessa vez com mais força. Em questão de minutos os vidros embaçaram, tamanha a velocidade e energia que a ruiva mordia meu corpo. Nossos corpos nus clamavam por uma junção fazendo com que pulássemos para o banco de trás. Ela tinha um corpo fantástico, uma pele de seda e uma boca maravilhosa que passeava com total habilidade por onde quer que fosse. Resolvi partir para os finalmente, e quando estávamos nos encaixando de forma completamente perfeita a porta do lado do motorista se abre e dois tipos mal encarados entram a toda fazendo ela imediatamente desencaixar de meu instrumento de trabalho e se vestindo de maneira natural reclamar dos dois.
-Puta merda, como vocês demoraram hein?
Fiquei assustado com a situação e tentei levantar a voz . -Que está acontecendo aqui!
E fui recepcionado com uma senhora cotovelada no rosto desferido pela até então inocente ruiva, fazendo jorrar um filete de sangue de meu nariz. Enquanto terminava de se vestir, ela jogou minha calça na direção dos dois que permaneciam em pé na porta do carro.
-A carteira dele está no bolso de trás. Grana ele não tem, pagou a conta do bar com os últimos trocados.
O maior deles revirou minha carteira de cabo a rabo, enquanto ela descia do carro. E já descontrolado atirando meus documentos na calçada gritou socando a frente do carro.
-Merda Mirian, pegamos o cara errado! -O que? Se tá de brincadeira comigo, vai me dizer que esse bosta não é o tal do Olavo!
Olavo Gouveia, meu superior, gerente de vendas da concessionária de veículos em que trabalho.
Ela mais puta que nunca, colocou a cabeça dentro do carro e com uma expressão de poucos amigos me intimou.
-Cadê aquele merda do Olavo! -Eu é que sei? -Vocês não param naquele maldito bar todo dia pra tomar uma depois do expediente, onde ele foi que ele se meteu? -Ele está com a esposa operada. Saiu direto pro hospital. -Merda, merda!
Ela jogou minhas roupas.
-Veste logo e sai do carro!
Enquanto me vestia, não pude deixar de ouvir o diálogo desesperado dos três que nervosos pelo erro cometido tramavam meu futuro.
-E agora, o que vamos fazer com esse ai Mirian? -O que você acha Senhor Fonte Errada? -Eu não tive culpa, os caras estavam sempre junto... -Agora não adianta chorar. Nem parece homem. Temos que resolver essa parada e logo! -Ele vai nos dedar pra polícia pode ter certeza!
O outro que até então permaneceu calado o tempo inteiro, sacou de um trinta e oito e abriu a boca pela primeira e última vez na noite.
-Vamos dar o cabo desse fila da puta já!
Salvo pelo gongo. Quando a ruiva estava decidida a dar um fim em minha inútil pessoa, a sirene da policia soou ao longe, fazendo com que os vagabundos me jogassem na calçada e arrancassem a toda velocidade com o carro noite adentro. A viatura da policia parou do meu lado, e do portão ao fundo saiu uma senhora já com seus oitenta anos de idade gritando com um agudo inconfundível.
-Esse ai é um dos sem vergonha seus guardas. Ele mais uma vagabunda estavam praticando atos libidinosos na frente da minha casa. Falta de vergonha na cara, com tanto motel por ai , vão fazer esse tipo de coisa no portão da casa de gente honesta e trabalhadora feito eu.
O policial parou ao meu lado, me ajudou a levantar do chão.
-É verdade o que essa senhora está falando?
E quem disse que deu tempo de abrir a boca. A metralhadora giratória que me salvou a vida continuou pelo menos por mais meia hora sua via sacra.
-E não é só isso senhores policiais. Além desse safado e sua companheira praticarem essa pouca vergonha, ainda convidaram mais dois amigos. Ai já é demais os senhores não acham.
Eu não resisti e comecei a rir feito um louco, daquela minha maldita sorte de principiante.
6月18日 As andanças de Salles Bíblia da geração beatnik , “On the road” acompanha as andanças de Sal Paradise, alter ego de Jack Kerouac, pelas estradas dos EUA. Durante essas viagens, Paradise conhece pessoas e vive experiências que acabam mudando o rumo de sua vida. Walter Salles viveu um processo semelhante recentemente. Disposto a compreender melhor os personagens de “On the road”, que ele vai adaptar para o cinema a pedido de Francis Ford Coppola, o brasileiro refez as rotas do livro de câmera em punho. O resultado dessa empreitada foi tão rico que Salles reviu seus planos e decidiu transformar o material colhido num documentário que será exibido por TVs públicas do mundo todo em 2007, quando “On the road” completa 50 anos. — De maneira a mergulhar no período e entender melhor uma geração que acabou deflagrando a maioria dos movimentos libertários dos anos 60, resolvi partir para a realização de um documentário antes de um filme de ficção — explica o cineasta, em entrevista por e-mail. — Foi um processo fascinante: realizar um documentário que parte à procura de um filme de ficção. O documentário estará pronto em meados do próximo ano e terá em torno de duas horas de duração. Salles entrevistou Byrne e Wenders Com uma equipe pequena, de apenas três pessoas, Salles cruzou o território americano tanto pelo norte quanto pelo sul. Na estrada, o cineasta fez dezenas de entrevistas. — No caminho, fomos entrevistando pessoas que participaram de uma forma ou de outra do livro ou que estão na origem da geração beat , como é o caso dos poetas Gary Snyder, Michael McClure, Diane di Prima e Amiri Baraka — conta Salles. — Também conversamos com artistas que foram influenciados, em diferentes latitudes, pela estética dos beats , como é o caso de David Byrne, Wim Wenders e Laurie Anderson, entre muitos outros. Salles diz que o documentário é que dará o tom do longa de ficção sobre o clássico da contracultura mundial. O roteirista José Rivera, o mesmo de “Diários de motocicleta”, está escrevendo o roteiro do filme em cima dos depoimentos colhidos pelo diretor brasileiro. Os detalhes acerca do longa de ficção ainda não estão fechados, mas Salles adianta que quer filmar em 16mm. O elenco deverá ser formado por atores desconhecidos. O filme só deve chegar nos cinemas em 2008. 6月17日 BukowskiMe identifico muito com essa frase do velho Buk.
"Que tempos penosos foram aqueles anos - ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade"
Bukowski 6月16日 Os Mulheres NegrasAssisti a muito tempo atrás uma apresentação dos Mulheres Negras no Zerão em Londrina. Eu que já conhecia o trabalho dos caras, pude comprovar na época, que ao vivo e a cores a excelente dupla de músicos paulistas conseguia como ninguém aliar bom humor e música.Eles que Entre 1985 e 1991, mesclaram de maneira inteligente irreverência e diversidade musical tem sua obra registradas em dois discos. Cada um para o seu lado, André e Maurício ainda aprontam suas estripulias estéticas e, enquanto não lançam seus novos álbuns-solos, resolveram dar os bordejos por aí juntos. E juntos evocaram novamente Os Mulheres Negras, a ‘‘terceira menor big band do mundo’’.
Eles se apresentam no Cabaré do Festival de Londrina na próxima quinta-feira dia 22 de Junho.
Não sei dizer se eles mudaram, mas posso afirmar que eu sim, e não sinto um pingo de vontade de assistí-los novamente, e olha que eu curto muito o trabalho dos caras! 6月15日 SEBOLÂNDIA ( 33 )O GOLPE
Comprei a Vhs desse filme meio que no instinto. Nunca tinha lido sequer uma linha a respeito dele. Tirando seus atores já bem conhecidos de longa data por suas profundas marcas já devidamente registradas na calçada da fama Hollywoodiana, ao ler no verso da fita o nome do escritor Elmore Leonard me cresceu os olhos e resolvi comprar.
Assisti e até agora estou me perguntando se gostei ou não. Fiquei na dúvida. Sério não sei dizer se gostei ou não. Como não sou crítico de cinema ( raça que poderia ser extinta que não faria a menor falta ), eu não vou dissecar aqui o que vi. Mas quem teve a oportunidade de vê-lo , com certeza terá uma opinião formado sobre ele tanto para baixo : "É um daqueles filmes bobinhos bom pra se assistir em um fim de tarde." "Ridículo! Não tem enredo algum, péssimos personagens, péssimas músicas. Não vale nem um pouco a pena assistir!" "A única coisa que realmente vale a pena no filme são o cenários: casas belíssimas e praias mais bonitas ainda." ou para cima : "É engraçado, meio safado." "O filme é muito bom. Super engraçado e descontraído, com certeza vale a pena ver. Um show de atuaçao de Owen Wilson.!"
Definitivamente não sei o que vi, e o pior é que essa estranhesa é muito agradável! Mas tenho lá minhas dúvidas se não vou vender a fita amanhã mesmo.
6月14日 "Se a tua vida sempre foi assim como uma linha reta Se você sempre fez amor com a pessoa certa Se você só tomou um gole de gim e nunca bebeu a garrafa até o fim Você nunca vai saber o que é o Blues" (Renato Fernandes) 6月12日 Video BluesMauro Hector, santista, é guitarrista e compositor desde 1985, mantém trabalhos didáticos regularmente desde 1986, destacados em especial pela improvisação.
Acumula em sua trajetória experiência e variedade de trabalhos direcionados principalmente aos gêneros do blues, jazz e rock, tornando-se uma das referências destes estilos na região. Canhoto, desenvolveu-se criando um estilo muito particular, técnica e "pegada" marcados pela expressa influência de grandes mestres da música nacional e internacional como BB King, Jimi Hendrix, Joe Pass, Mike Stern, Heraldo do Monte, Mozart Mello, Faiska, Wes Montgomery, Geroge Benson, ACDC, Deep Purple, Albert Lee.
Com bandas ou em trabalhos solo, realizando shows e workshops, já se apresentou em diversas cidades brasileiras, com trabalhos próprios, acompanhando ou acompanhado por músicos renomados. De 1986 a 1997 formou a banda de blues Druidas. Em 1998 fez parte do ICM Trio Jazz. Um ano mais tarde acompanhou como sideman o cantor Guilherme Arantes, mantendo seus principais trabalhos em paralelo. Gravou sua guitarra nos dois primeiros álbuns do baixista Zuzo Moussauer em 1997 e 2000, e do baterista Alexandre Reis, também em 2000. Nos últimos anos marcou presença em projetos de música instrumental no Teatro Municipal e Sesc (Santos), viabilizados pela SECULT Santos.
Atualmente apresenta-se na banda EASE de blues/rock, formada desde 1999, composta por Alexandre Faccas (bateria), Lee Luthier (baixo), Lenon Scarpa (baixo) e Paulo Naef (guitarra e voz). No "Mauro Hector Trio", um dos mais importantes passos de sua trajetória profissional, lança-se em carreira solo com um trabalho essencialmente próprio, instrumental, onde navega por suas influências do blues, jazz, rock, country e MPB, trazendo ainda releituras de clássicos neste mesmos gêneros. Esta iniciativa principalmente lhe rendeu bagagem e deu origem a seu primeiro CD, "Sonoridades", lançado em 12 de abril de 2003, no Teatro Municipal de Santos, resultando num trabalho elogiado por músicos nacionais consagrados como Mozart Mello, Nelson Faria, Mário Manga e Ulisses Rocha.
Outro destaque em sua carreira foi a conquista em setembro de 2002 da etapa paulista do Concurso Nacional de Instrumentistas para a 10ª edição do "Jazz Cascavel Festival", realizada no conservatório Souza Lima. Em uma de suas apresentações no SESC Santos deste mesmo ano, Mauro Hector com seu Trio dividiu o palco com Mozart Mello, um dos mais consagrados instrumentistas nacionais em participação especial. Subiu ao palco com Zuzo Moussawer no "CEMA Summer Camp 2002", além de participar de diversos festivais como o "Franca Instrumental Festival". Esteve no Bourbon Street, reconhecida casa de São Paulo por receber grandes nomes da música nacional e internacional, numa participação especial com a banda Blue Jeans. Em abril de 2004, apresentou-se no Projeto Só Blues, evento realizado no Centro Cultural São Paulo, que contou também com as apresentações de artistas e bandas como Thiago Cerveira e The Bluechips, Nuno Mindelis, Blue Jeans, Blues Etílicos, Mr. Mojo, Mister Jack, entre outros. O video abaixo á apenas um aperitivo do trabalho do Mauro que vale a pena ser degustado com certeza: http://www.youtube.com/watch?v=NtvLcRv0Zc0&search=mauro%20hector
6月9日 E agora eu, mulher moderna, emancipada e consciente de meus direitos: o que eu faço com este homem? Deixo o policial entrar e falo sobre a arma? Dou uma desculpa qualquer (qual)? Maldita hora em que aceitei entrar num quarto sem janelas. Ele está ali, como uma criança que fez besteira, sem saber como enfrentar o pai, sentado na cama, se agachando, pegando a arma, me olhando com cara de psicopata, me pegando pelo braço, encostando a arma na minha cabeça e simplesmente fodeu. Agora entendo o que meu pai queria dizer quando notava que eu estava distraída e me jogava uma bola de pingue-pongue na cabeça: - Pense rápido. Esse texto aí é o que tá na contra-capa do livro "O Prazer de Decepcionar" do Eduardo Fernandes. Mais um puta livro que não pode deixar de ser lido.
6月8日 Agora Viva Com Isso"Num hospital do interior dos EUA, o policial Rick Grimes acorda do estado de coma em que se encontrava. Estranhando o abandono do local, Grimes logo descobre que há uma legião de zumbis perambulando ao seu redor, atacando todos os seres humanos que vêem. De alguma forma misteriosa, os mortos voltaram à vida e, agora, o mundo se vê assolado por seres descerebrados, cujo único interesse parece a vontade de saciar uma fome animalesca por carne humana." Com roteiro de Robert Kirkman e bela arte em pb de Tony Moore, "Os mortos-vivos" (HQ Maniacs Editora, 144 páginas, R$ 27,90) é uma história de zumbis diferente em que a violência é consequência e não o foco principal. Aqui, o que importa é como os humanos que restaram sobrevivem em um novo mundo repleto de mortos-vivos esfomeados. Daí surgem dificuldades comuns e naturais como: de onde conseguir comida, quem vigiará o acampamento, convivência e solidão. Mesmo autor da série "Invencível", também publicado no Brasil pela mesma editora, Kirkman escreve uma bela história de superação em que lidar com zumbis não é o único problema, pois em um mundo dominado pelos mortos, os que restaram são forçados a reaprender a viver. "Para mim", diz Kirkman na introdução do livro, "os melhores filmes de zumbis não são aqueles festivais de sangue e violência com personagens estúpidos e piadas idiotas. Os bons filmes de zumbis nos mostram o quanto somos terríveis, nos fazem questionar nossa posição na sociedade... e a posição da nossa sociedade no mundo. Eles também nos mostram sangue, violência e todas essas coisas legais... Mas, nas entrelinhas, sempre há algum comentário social e preocupação maior." Uma das melhores HQS do ano. 6月6日 Nas Curvas Da Rio - Santos
Com um insistente vento gelado cortando o rosto, acompanhado de um frio que aos poucos fazia questão de deixar meus ouvidos zunindo de dor e munido de um bom J.J. Cale no walkman, ganhei as ruas semivazias naquela gélida sexta-feira de início de inverno. Mesmo com uma cama quentinha, um conhaque e um bom filme me esperando em casa, meu instinto me levava às ruas, mais exatamente na direção do primeiro bom balcão de bar que por ventura ainda estivesse com suas portas abertas. Mesmo estando tudo teoricamente não muito a meu favor, a vantagem de se andar sozinho pela cidade com um bom e velho blues do J.J. Cale fazendo companhia, é que os minutos passam de forma discreta, sem se fazer notar e toda e qualquer intempérie se torna um verdadeiro nada absoluto. Avistei um dos últimos heróis da resistência da zona portuária aberto e quando estava para entrar no último refúgio alcoólico do Porto , meu celular que a muito estava esquecido no bolso de trás da calça vibra enlouquecido feito a torcida do velho Santos de Pelé em domingo de decisão. Devido a uma total falta de grana para recarregá-lo perdi o identificador de chamada e atendo a ligação a esmo. Do outro lado da linha com a voz sôfrega e cansada de quem acabou de ganhar a maratona de São Silvestre naquele exato instante está minha irmã mais velha. Valkiria. -Sérgio, eu preciso da tua ajuda! -Aconteceu alguma coisa Valkiria? - . . . aconteceu, mais acho que o pior está por vir! -Como assim? -Onde é que você está! -Estou acabando de chegar no Bar do Porto, aqui perto da Vila Belmiro porque? -Depois eu te ligo! E desligou o telefone na minha cara. Ela não parecia nada bem, soluçando e chorando daquela forma algo de muito errado estava acontecendo. Apesar de que qualquer coisa vindo de minha irmã vai sempre soar estranho. Depois que ela largou o consultório Odontológico, abandonou um namoro de mais de oito anos com um magnata do ramo automobilístico e fugiu do mapa para se casar com um estivador das Docas, a vida dela deu um trezentos e sessenta tão grande rumo a um inferno de drogas e bebedeiras que é impossível reconhecer nela qualquer traço de uma até então comportada universitária de família. Entrei no bar e pedi uma dose de Velho Barreiro para abrir a garganta e uma gelada para combinar com a temperatura. Matei a cachaça numa talagada só, quando estava para encher o copo de cerveja, minha irmã pilotando uma Variant Vermelha buzina na frente do bar, e acenando feito louca me chama para fora. Como percebi que não voltaria para acabar com minha cerveja pedi pro precioso líquido ser colocado num saquinho plástico, e fui de encontro com a enorme presepada que se materializava a minha frente. Ao entrar no carro, não pude deixar de notar que minha irmã estava ensopada de sangue dos pés a cabeça. -Que foi que aconteceu? -Cagada...cagada das grandes! -Cadê teu marido? -Tá ai atrás! Olhei no banco de trás e não vi nada além de muitas garrafas vazias e uma velha pá toda suja de lama. -Ele está no porta mala! -Não que... -Eu rachei a cabeça daquele idiota no meio, e agora preciso me livrar do corpo, e você tem que me ajudar! -Puta que o pariu que merda! -Era ele ou eu. O desgraçado chegou em casa e queria de todo jeito fazer roleta russa com um velho 38. Tentei fugir, escapar e deixá-lo sozinho, mas ele me bateu demais, começou a pisar em cima da minha cabeça, me jogar pela parede feito brinquedo de plástico e quando colocou a arma na minha boca não pensei duas vezes . Era ele ou eu. Rachei a cabeça daquele merda com um cassetete que eu escondia debaixo da cama. -E você está pensando em fazer o que agora? -Dar um fim no corpo, e só você pode me ajudar! Nunca confiei muito em minha irmã, com seu jeito neurótico de ser, sequer uma vez me passou confiança, e além do mais se ela já tinha feito o pior custava dar fim no corpo, porque diabos iria me meter nessa confusão. -Você vai me desculpar Valkiria, mas não posso fazer nada! -Não diz uma coisa dessas, só tenho você pra me ajudar, não sei o que faço, não estou conseguindo raciocinar direito, me ajuda só mais essa vez. Eu juro que nunca mais vou te procurar de novo. -Mas é lógico. Você tem que dar o fora o quanto antes, você acha que a policia não vai vir atrás de você? -Quebra essa, por favor! Por favor! Mulher chorando e pedindo, por favor, confesso que são meus dois únicos pontos fracos. Ao olhar com mais calma o estado de choque em que minha irmã se encontrava e levar em consideração que pior do que estava, a situação não poderia ficar. Baixei a guarda e fiquei exposto ao nocaute. -Onde você está pensando em levá-lo? -Não sei, ai é com você! Assim que Valkiria ligou a Variant e saímos de frente ao bar, o primeiro lugar que me veio à mente foi o mar. Mais ia dar muito na cara, o corpo ia aparecer boiando na praia, sei lá , não era o lugar mais adequado. Enquanto ela dirigia sem rumo pela noite de Santos esperando uma idéia genial de minha parte, eu terminava de beber minha cerveja de canudinho e ficava cada vez mais indignado comigo mesmo por não ter deixado a merda do celular em casa. -E ai pensou em alguma coisa? -Vai pra Rio-Santos! A Rio-Santos, foi a única coisa que eu pensei de mais concreto naquele momento. Depois de andarmos uns bons quilômetros na deserta rodovia e quase chegar a Bertioga pedi pra Valkiria encostar o carro próximo a umas das curvas mais perigosas daquele trecho, repleta de àrvores gigantescas e uma mata fechadíssima. Ao abrir o porta mala me deparei com um corpo todo esfacelado, com um rosto completamente desfigurado. Mesmo a mãe do cidadão tenho certeza que não reconheceria-o . Abrimos uma cova em meio a mata e enquanto eu jogava os restos mortais de meu cunhado para a terra se deliciar, tocou o celular de minha irmã que apavorada se afastou em direção da Variant para atendê-lo. Terminei de fazer o serviço e me sentindo um trapo fui lentamente saindo daquele trecho de mata fechada com o silêncio sepulcral que se fazia ali não pude deixar de ouvir minha irmã num tom revelador balbuciar no telefone. -Acabamos de enterrar o cara. É enterramos ele num trecho da Rio – Santos perto de Bertioga. Pode ficar tranqüilo, meu irmão não percebeu nada, eu não te disse que ele faria o serviço pra mim. E agora o que eu faço Dutra? Quando ouvi Valkiria pronunciar o nome do meu cunhado, me senti um completo idiota. O último dos retardados sentimentalóides da face da terra. O sangue me subiu a cabeça e possuído de uma raiva digna de quem foi passado para trás, sai do meio da mata gritando e babando feito um animal. -Vem aqui sua vaca! Ela jogou o celular na minha direção e já quase conseguindo entrar dentro do carro, foi surpreendida por mim com um pontapé sem dó na perna esquerda, fazendo-a urrar de dor antes de ser arremessada no meio do asfalto. -Eu posso te explicar Sérgio, eu posso te explicar! -A mim você não deve explicação nenhuma, eu ouvi tudo e por mais idiota que possa parecer entendi o que vocês dois fizeram. E enquanto eu dava partida para sumir dali, ela batia no vidro e tentava sem sucesso me convencer. -Você era a única pessoa que podia nos ajudar. Fique tranqüilo porque estamos dispostos a te pagar e muito bem pelo serviço Sérgio, por favor, abre a porta, não me deixa aqui sozinha nesse lugar. Pelo retrovisor embaçado a vi pela última vez de joelhos com o braço esquerdo estendido em plena Rio – Santos deserta. Mesmo fora de mim e ainda perplexo por tudo que havia acontecido nunca imaginaria que o pior ainda estava por vir. Revistei meus bolsos e me dei conta que havia esquecido o maldito Walkman com o Cd do J.J. Cale, muito provavelmente na cova junto ao defunto. Que com certeza a essa altura não terá o prazer de apreciar um bom e velho blues, onde quer que ele esteja.
6月5日 Chaves Inaugura Estúdio De Cinema para Enfrentar HollywoodA Venezuela inaugurou no sábado um estudio de cinema proximo à capital Caracas. O objetivo do presidente Hugo Chavez é enfrentar Hollywood com a produçao de filmes independentes locais e sulamericanos. O primeiro titulo será sobre Francisco de Miranda, personagem da luta venezuelana contra a Espanha no periodo colonial. "Hollywood envia ao mundo uma mensagem que tenta sustentar o chamado 'American way of life' e o imperialismo é como uma ditadura declarou o presidente venezuelano. Chavez tinha lançado em 2005 a Telesur, emissora de conteudo jornalistico criada para "ver a America Latina com olhos latino americanos".
Será que o Gilberto Gil está sabendo disso? |
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